WEBSÉRIE: Quais os pontos que você precisa se atentar na hora de planejar o conteúdo pedagógico para uma criança com TEA

Lição #1

Você pode estar ensinando crianças com TEA da maneira errada e nem desconfia

O que eu queria ter aprendido quando era professora...

Não sei se você conhece minha história, mas comecei na educação há 26 anos atrás (por favor não faça as contas...rs), nunca vou me esquecer dava aula aula em escola pública e depois dei aula também em escola especial, como eu gostava e me sentia realizada.

Quando eu estava dentro da sala de aula, uma das minhas maiores frustrações era o fato de querer ajudar os meus alunos e me faltar conhecimento. Eu lembro que até quando eu trabalhava em escola especial eu acabava tendo atitudes erradas, por conta de não estar preparada para educar crianças que não fossem neurotípicas.

Eu entendo totalmente como deve ser difícil para um professor, que não teve nenhum tipo de orientação ou matéria relacionada nos cursos de pedagogia, sobre como educar crianças que apresentam um comportamento diferente do que estão preparados para lidar. Eu sei, não é uma tarefa fácil.

As crianças com TEA tem uma maneira diferente de aprender. Diferente das crianças neurotípicas, esses alunos costumam não entender metáforas e linguagem figurada. Recentemente uma mãe fez o seguinte comentário no meu canal do Youtube:



Porém, é preciso mais do que uma adequação da linguagem ou planejamento do conteúdo pedagógico para educar essas crianças, antes de mais nada você precisa entender como essas crianças veem o mundo para saber como educá-las.

É muito comum na sala de aula, que crianças com autismo fiquem deslocadas por não conseguir acompanhar o ritmo de ensino e a metodologia que é utilizada para as crianças neurotípicas, isso porque o comportamento é um dos alicerces do processo de aprendizagem e na escola então nem se fala. É ele que permeia o processo de aprendizagem!!!

Será que Impor Autoridade é a Solução para Comportamentos Agressivos?

Uma coisa que talvez ninguém nunca te falou é que, muitas dessas crianças com Autismo têm a própria maneira de chamar à atenção. O grito por exemplo é uma maneira que elas encontram. Sabe aquela gritaria, crianças que não param quietas, brigam com os amiguinhos, não prestam atenção na aula…

Essa é uma das situações mais comuns dentro da sala de aula e o professor que nunca conviveu com essa realidade, que atire a primeira pedra.

Mas qual será a melhor maneira de  trabalhar diante de uma criança com TEA, que por exemplo, que grita agressivamente com você professor, ou apresenta comportamentos que a impedem de prosseguir na sua aprendizagem, dificultando e muito seu processo de inclusão escolar e social?

Existe uma ideia no ensino que não se deve robotizar a educação, ou seja, em vez de repetições e abordagens estruturadas é preferível estimular a interpretação. Eu não vou discutir esse quesito no ensino de crianças neurotípicas, porém para crianças com autismo não funciona.

...Ainda estudando o comportamento do grito:

Se eu grito em um jogo de futebol, por exemplo, bacana, estou dentro do contexto. Mas se essa criança começa a gritar no meio da aula, ou simplesmente do nada, ou ela apresenta um comportamento agressivo, explosivo e aquilo não faz parte daquele contexto. Mas o que o educador tem que analisar é o que está gerando este comportamento?

Se eu grito com esse aluno: PARA DE GRITAR MENINO!

Eu consegui a atenção dele, mas em vez de extinguir um comportamento inadequado, o que eu posso estar fazendo na realidade é reforçando, porque ele percebeu: Nossa ela prestou atenção em mim, então o que eu vou fazer?

AAAAAAAAAhhhhhhhhhhhhhhhhhhh.

É muito importante que você entenda isso, que às vezes o seu comportamento pode estar sendo um gatilho para o comportamento inadequado da criança.

Se você nunca percebeu isso antes, não se culpe, porque nunca te ensinaram isso na faculdade ou qualquer curso de educação que você tenha feito, infelizmente os cursos de pedagogia no Brasil e grande parte do mundo são voltados para a maioria, para as crianças neurotípicas.

Na sala de aula hoje, se trabalha a pedagogia baseada no erro e nessa área tem grandes mestres e teóricos, que falam que o erro é importante e o quanto se aprende com o erro…

Concordo, para uma criança que não tem nenhum tipo de transtorno de desenvolvimento, o erro é importante, porque ela aprende com o erro.

Porém no caso de uma criança com TEA, a aprendizagem tem que partir do acerto e não do erro.

Isso é a base.

Você não consegue construir qualquer tipo de planejamento se você não tiver isso muito claro

Essa criança precisa de passos menores e recompensa a cada passo.

É importante que você aprenda a olhar o comportamento como resultado de uma circunstância. Por que essa criança está agindo dessa forma?

A primeira coisa a se fazer é entender o que desencadeou esse comportamento. Primeiro eu entendo esse gatilho para depois buscar técnicas para conseguir extinguir esse comportamento.

Bater em crianças é inaceitável, mas você já deve ter observado pais que falam:

Quanto mais eu bato nela, mais ela apronta. Não sei o que fazer.

Pode ser que por trás desse comportamento, a criança enxergue algum ganho, por isso a cada vez que apanha, ela vê vantagem e repete o comportamento.

Tem criança que acha ganho ficar de castigo e o comportamento ruim continua se mantendo. Então você precisa entender o que motiva aquele tipo de atitude para que enfim você possa escolher quais ferramentas deve trabalhar na educação dessa criança.


Eu vou falar um pouco mais sobre isso na Aula 2, para que essa primeira aula não fique muito longa.

Eu volto a repetir, não se culpe por qualquer coisa que você já tenha feito anteriormente, porque antes você não tinha essa clareza, mas a partir de agora, que você sabe que existe uma maneira própria, uma abordagem correta para estimular essas crianças, você tem o dever e a obrigação com esses alunos de fazer a coisa certa.

Você deve sim buscar conhecimento e saber como educá-las e lidar com essas situações dentro da sala de aula efetivando assim a verdadeira inclusão.

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Ajude outros educadores e outras crianças que precisem desse conhecimento, valorize esse conteúdo que está sendo passado aqui, que é parte integrante do meu Guia ABA, que é um treinamento focado em estimular comportamentos desejáveis e reduzir os indesejáveis em crianças com autismo e otimizando assim todo o seu potencial.

Se você tem interesse em ter esse curso completo, ele está à venda no meu site, mas eu peço que você não compre por lá, ao final dessa série eu vou dar uma condição especial para quem acompanhar, então é melhor que você se inscreva na lista exclusiva que vai receber essa condição especial, clicando aqui.

Hoje eu vou ficando por aqui. Fique atento(a) ao seu e-mail e não perca nossa próxima lição, onde eu vou falar um pouco mais da parte prática do que nós vimos aqui.

Um grande abraço.


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